segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Olhos cegos de pensamentos
onde tudo se esconde atrás das cortinas.
Cortinas líquidas,
de lágrimas,
de sal.
Angústias atrapalhadas,
empalhadas,
sem cor.
Segue-se o barulho,
o som agudo e roco dos passos dolorosos do homem sem voz.
(...)
Depara-se com as janelas escancaradas.
Rasgou as cortinas,
tomou impulso
- movimentação de ar.
Sem mais barulho.
Fim elegante.
(...)

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